Trump cobra responsabilidade de Israel pelos bombardeios no Líbano

Trump cobra responsabilidade de Israel pelos bombardeios no Líbano

Donald Trump critica Israel no contexto do Líbano

Donald Trump criticou Israel pelos bombardeios no Líbano. O governo israelense alega que precisa se defender do grupo extremista Hezbollah. Ao lado do emir do Catar, o presidente americano falou sobre o acordo de trégua assinado com o Irã, afirmando que o texto deixa claro que o Irã jamais terá uma arma nuclear.

Responsabilidade sobre o Líbano

Trump cobrou mais responsabilidade do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em relação ao Líbano. Na segunda-feira (15), Netanyahu afirmou que a luta não acabou e que as operações para neutralizar as ameaças do Hezbollah, aliado iraniano no Líbano, continuarão. Em declaração nesta terça-feira (16), Trump afirmou: "Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, eu farei o trabalho ou a Síria poderá fazer esse trabalho". O governo sírio, por sua vez, nega qualquer interesse em uma intervenção no Líbano.

Tensões e a cúpula do G7

Trump foi ainda mais contundente, dizendo: "Sem nós, sem os Estados Unidos, não haveria Israel". A guerra na Ucrânia também foi um destaque na cúpula do G7, realizada em Évian. Durante o evento, Donald Trump classificou como positivo o encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e enfatizou que a Rússia deveria considerar fechar um acordo, já que, assim como a Ucrânia, o país está perdendo milhares de soldados em combate mensalmente. Zelensky chegou a propor um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, no G7, mas o Kremlin negou a recepção de qualquer convite.

Interações no G7

Em eventos paralelos, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniu com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, onde anunciaram o início das negociações sobre um acordo entre o Mercosul e o Japão. Lula também discutiu com os presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa, o veto do bloco à carne brasileira. Durante seu discurso sobre parcerias internacionais, Lula criticou o protecionismo, ressaltando que o combate aos crimes transnacionais, incluindo o crime organizado, deve respeitar a soberania dos Estados.

Enquanto isso, o presidente brasileiro não teve uma reunião bilateral com Trump e, durante a foto oficial, os dois não interagiram.