Por indícios, investigações e provas, todos no Banco Master
20/06/2026, 09:40:15Das alianças improváveis às explicações difíceis, o caso amplia a percepção de que a crise de credibilidade da política brasileira atravessa governos, partidos e ideologias.

Banco Master: quando a suspeita não escolhe lado
É de notória exposição pública que o caso Banco Master não parece disposto a poupar ninguém. Se há corrupção, como sugerem as narrativas que circulam das mídias às rodas de conversa, dos gabinetes aos agentes de portaria, todos acabam sendo colocados sob suspeita. Afinal, quando o assunto envolve dinheiro fácil, ninguém escapa do escrutínio.
Depois da “lacrada” de Flávio Bolsonaro, com o “contigo sempre, meu amigo”, na visita ao apartamento do senador Jaques Wagner, da Bahia, filiado ao PT e apontado como um dos nomes para suceder Lula em uma futura disputa presidencial, tudo converge para um ponto central: todos são considerados envolvidos até que se prove o contrário.
Como disse Ciro Nogueira, “todos estão envolvidos”. A prova concreta, segundo ele, estaria próxima de aparecer. E pouco adianta Jaques Wagner argumentar que “o presidente foi denunciado, investigado e preso para depois ser inocentado” como resposta ao óbvio: manter dinheiro suficiente em casa para pagar um boleto de R$ 1 milhão não é algo comum nem facilmente justificável.
No papo reto, nós, brasileiros da vala dos comuns, estamos mesmo é ferrados com governantes dessa natureza, sem exceção de partidos, expedientes ou equipes. De Collor e Alcenir Guerra na Saúde, passando por FHC e seus escândalos, por Lula e sua trupe, até Bolsonaro e seus quatro generais, o sentimento popular é o mesmo: a desconfiança.
E, como dizia Cazuza: “A tua piscina está cheia de ratos”.
Título: Banco Master e a suspeita que alcança todos
Subtítulo: Entre acusações, versões e discursos políticos, cresce a percepção popular de que a confiança nas lideranças continua afundada em sucessivos escândalos.
