Aumento da conta de luz no Paraná para clientes da Copel
24/06/2026, 12:26:04
Aumento da conta de energia elétrica no Paraná
A conta de luz no Paraná fica mais cara a partir desta quarta-feira (24). O reajuste para clientes da Copel foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (23). O reajuste médio é de 20% para consumidores residenciais, de 21,87% para clientes de alta tensão, e de 19,85% para os de baixa tensão. Em nota, a Copel informou que a tarifa média residencial será de R$ 0,76 por kW. O aumento decorre da revisão tarifária periódica da Copel, realizada a cada 5 anos. Ela reavalia custos, investimentos e parâmetros operacionais da concessionária.
A conta de luz vai ficar mais cara no Paraná a partir desta quarta-feira (24). O aumento é válido para os clientes da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e foi aprovado pela Aneel. Para os consumidores residenciais, o reajuste médio será de 20%. Os consumidores cativos de baixa tensão, como pequenos comércios e pequenas propriedades rurais, terão um aumento de 19,85%, enquanto os de alta tensão, como grandes empresas e indústrias, vão enfrentar um reajuste de 21,87%. Com isso, o efeito médio para o consumidor foi calculado em 20,51%, dependendo do consumo.
Impactos financeiros
Entre os fatores que mais impactaram os índices propostos estão os custos com transmissão e compra de energia, além dos encargos setoriais e componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior. O tema foi debatido com a sociedade em audiência pública em Curitiba (PR) em 24 de abril, e foi pauta da Consulta Pública nº 005/26, segundo a Aneel. Em nota, a Copel destacou que o reajuste da tarifa é definido pela agência e disse que o cliente paranaense pagará, em média, em torno de R$ 0,76 por kilowatt (kW) em residências. O maior impacto no reajuste é atribuído ao custo do subsídio à geração distribuída (GD) através de placas fotovoltaicas.
“Do total, 16% correspondem ao impacto causado pela GD, que é paga por todos os consumidores, inclusive quem não possui sistema próprio de geração. Esse benefício aos usuários de geração solar está incluído na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), custeada por todos os consumidores de energia elétrica. A conta, que financia políticas públicas e subsídios, é uma das principais responsáveis pelos custos sobre as tarifas. Os incentivos subsidiam a geração distribuída, que engloba sistemas solares instalados em residências, comércios e indústrias. O impacto não ocorre apenas no Paraná, mas em todo o País.”
Revisão tarifária x reajuste tarifário
O aumento na conta de energia elétrica no Paraná a partir de junho de 2026 se deve à revisão tarifária periódica da Copel. O processo é realizado a cada cinco anos e, segundo a Aneel, define o custo eficiente da distribuição, as metas de qualidade e de perdas de energia e os componentes do chamado "Fator X" para o ciclo tarifário. Ou seja, reavalia os custos, investimentos e parâmetros operacionais das concessionárias para redefinir o nível das tarifas. O último reajuste do tipo ocorreu em 2021, com aumento de 9,8%.
O processo se difere do reajuste tarifário anual, que é realizado todo ano, exceto quando é feita a revisão tarifária periódica. Neste caso, é considerado o índice de inflação, menos o Fator X. O último foi feito em junho de 2026 e subiu a conta em 2,02%. "Em ambos os casos são repassados os custos com compra e transmissão de energia e os encargos setoriais que custeiam políticas públicas estabelecidas por meio de leis e decretos", afirma a Aneel.
Como a revisão funciona
Para a revisão tarifária periódica acontecer, a Copel envia informações sobre o abastecimento para a Aneel, que faz os cálculos. O reajuste considera os seguintes pontos:
- Custo da energia (definido pela esfera federal)
- Encargos definidos por políticas públicas federais
- Remuneração da operação, manutenção e expansão das redes (informada pela Copel)
A Copel atende quase 5,3 milhões de unidades consumidoras, sendo a maioria residências. Segundo a empresa, a cada R$ 10 pagos pelo consumidor na conta de luz, cerca de R$ 2 vão para a Copel. O restante é destinado ao sistema elétrico nacional, para a compra e a transmissão da energia que será distribuída aos clientes, para o pagamento de encargos federais obrigatórios do setor e para os subsídios definidos pelo governo federal. "A Copel reforça que trabalha permanentemente junto à Aneel para reduzir impactos tarifários, e reafirma seu compromisso com a transparência, a prestação de um serviço público essencial eficiente e a segurança energética para os consumidores paranaenses."
