Irregularidades na entrega de diplomas da Unifacs são investigadas

Irregularidades na entrega de diplomas da Unifacs são investigadas

Irregularidades na entrega de diplomas da Unifacs são investigadas


O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) acionou a Facs Serviços Educacionais (Unifacs), localizada em Salvador, após detectar irregularidades nos serviços educacionais prestados, particularmente relacionadas à entrega de diplomas e históricos escolares. A promotora de Justiça, Joseane Suzart, divulgou a informação nesta quinta-feira (25).

As investigações revelaram não apenas a existência de cobranças indevidas, mas também um atendimento inadequado por parte da universidade. Foi identificado que as cobranças de rematrículas eram significativamente superiores ao valor das mensalidades, o que levanta sérias preocupações em relação à transparência e ética na gestão da instituição. A empresa controladora da Unifacs, Ânima Holding, também foi acionada pelo MP-BA.

Joseane Suzart ressaltou que essa situação configura um desrespeito ao sistema de bolsas de estudo, criando barreiras financeiras para os alunos da Unifacs. Além disso, o MP-BA apresentou uma série de solicitações à Justiça em relação à instituição:
  • A suspensão da cláusula contratual que exclui a aplicação de bolsas de estudo sobre a parcela de rematrícula, permitindo que os descontos sejam aplicados em todos os contratos educacionais;
  • A proibição da universidade de cobrar ou dificultar a expedição de diplomas e históricos escolares, visto que esses documentos são parte dos serviços educacionais contratados pelos alunos;
  • Que a instituição ofereça atendimento ao cliente com suporte humano como prioridade nos canais remotos, como telefone, WhatsApp e site.

O MP-BA também pediu pela condenação da Unifacs ao pagamento de danos morais, tanto coletivos quanto individuais, devido aos prejuízos causados aos alunos. Essa ação do MP-BA destaca um problema significativo na educação superior no Brasil e enfatiza a necessidade de fiscalização adequada sobre as instituições de ensino.

O g1 buscou um posicionamento da Unifacs sobre as alegações levantadas, contudo, não obteve resposta até o momento desta publicação. O portal também está fazendo tentativas de contato com a controladora Ânima Holding.