Com as atuais regras corrupção sistêmica no Brasil, jamais será quebrada

Quando as regras protegem quem deveria ser investigado, e sem romper o sistema, não há mudança possível.

Com as atuais regras corrupção sistêmica no Brasil, jamais será quebrada

Países que chegaram ao domínio de um governo paralelo, da oposição permanente ou da corrupção sistêmica — aquela que nasce dentro do próprio Parlamento, em conluio com setores do Judiciário — jamais conseguirão romper esse ciclo se as regras criadas por esses mesmos grupos não forem enfrentadas ou modificadas.

Para isso, é necessário que o Poder Executivo seja testado e respaldado por forte apoio popular, capaz de sustentá-lo diante da opinião pública — a maior vítima dos achaques de quem se apropria da ordem e do progresso para colocá-los a serviço de seus próprios interesses. No Brasil, o domínio costuma estar nas mãos de quem desfruta de maior proteção.

Se não fosse assim, não teríamos o Caso Banco Master, que assola e causa apreensão desde a classe política até os grandes operadores financeiros da Faria Lima, alcançando inclusive setores do Judiciário, que buscam saídas frágeis em meio a conflitos internos. Nem mesmo a chamada "quarta instância" escapa desse ambiente de desconfiança.

Destarte, se o Brasil realmente quiser se livrar das mãos dos corruptos, de seus aliados diretos e indiretos e de toda a estrutura que os sustenta, terá de começar por uma liderança firme, comprometida em não transformar a política em uma carreira de vida.

Isso é possível? Sim, desde que surja a pessoa certa, alguém disposto a pagar o preço de defender o que considera correto, ainda que seu passado tenha sido marcado por derrotas ou incompreensões. Com os mesmos de sempre, dificilmente haverá mudança.

Creditos: Professor Raul Rodrigues