O Carona da Política e os Modismos do Nosso Tempo

Entre mudanças de hábitos, redes sociais e oportunismo, a verdadeira grandeza de um político continua sendo medida por suas próprias ações, nunca pela sombra do trabalho alheio.

O Carona da Política e os Modismos do Nosso Tempo

O que seria o modismo senão uma mudança de hábitos? A literatura, em sua maior essência, já vislumbra que toda mudança traz traumas, e a mudança de hábitos, por vezes, acarreta consequências devastadoras.

Temos visto, e isso é um fato constatado, que as redes sociais trazem consigo resultados assustadores. E, seguindo Shakespeare, o fio da navalha que me protege é o mesmo que pode me cortar.

Portanto, isolar-se daquilo que sempre deu certo é um risco desnecessário, embora seja um direito de todos.

Prefiro seguir Fernando Scherer, que, amparado pelo conhecimento adquirido por meio das experiências vividas, afirma que nem todo profissional é testado em si mesmo, mas pelo produto que vende. Desse modo, assume o risco quem assim desejar.

Na política, um simples mosquito, na hora imprópria, é capaz de engasgar o melhor dos oradores. E, sem ele — o mosquito —, o afoito pode acabar fazendo e dizendo tolices.

O tamanho de um político é medido pelas ações de suas próprias investidas, e não pela carona no esforço alheio. O carona nunca fez nada; apenas imitou. E, quando fala, torna-se um ventríloquo.

Creditos: Professor Raul Rodrigues