Professora querida pela comunidade morre atingida por linha chilena

Professora querida pela comunidade morre atingida por linha chilena

Dedicada às crianças e querida pela comunidade escolar

Cláudia Moraes da Silva, de 57 anos, foi atingida pela linha chilena quando voltava do trabalho para casa, em Montes Claros, nesta terça-feira (30). Colegas de trabalho e amigos a descrevem como uma profissional dedicada e muito querida entre os alunos. O acidente ocorreu quando ela retornava de moto após uma jornada de trabalho no Cemei Rosita Aquino, onde lidava diretamente com crianças.

A linha chilena, usada para a soltura de pipas, é conhecida por sua capacidade de causar ferimentos graves. De acordo com a Lei Estadual nº 23.515, de 2019, é proibido o uso de linhas cortantes em Minas Gerais. A morte de Cláudia gerou comoção no município, onde a Secretaria Municipal de Educação se manifestou expressando sua dor e consternação.

Repercussão e Lamentações

A gerente de educação integral da Secretaria Municipal de Educação, Helen Patrícia Vieira, comentou: "Nós todos sentimos muito essa lastimável perda de uma profissional comprometida, há anos dedicada às nossas crianças, muito querida pela comunidade escolar." O secretário municipal de Educação, Charles Gutemberg, também expressou sua tristeza: "Hoje é um dia triste, a secretaria de Educação, a Prefeitura e todo o município estamos enlutados com essa perda trágica dessa servidora dedicada com seus alunos, com seu território e com a comunidade escolar."

Pelas redes sociais, a instituição também postou fotos da educadora com os alunos e lamentou sua morte, destacando todo o cuidado que ela tinha com suas crianças. Devido ao ocorrido, as aulas foram suspensas, e a Secretaria de Educação pretende acompanhar o retorno dos estudantes para oferecer suporte emocional.

O Acidente

Cláudia Moraes da Silva foi atingida por uma linha chilena no Residencial Minas Gerais. O Samu foi acionado e informou que a professora retornava do trabalho no momento do acidente. Marcelo Fagundes, diretor técnico do Samu, esclareceu que a linha com cerol pode causar ferimentos semelhantes a lâminas. "Ontem, tivemos a infelicidade de atender a uma mulher que foi vítima de um esgorjamento, que é uma lesão da região anterior do pescoço, provocada por linha de pipa e que culminou com o falecimento dela no local da queda", explicou.

Além do corte no pescoço, Cláudia apresentava um ferimento na mão, possivelmente resultado de uma tentativa de se defender da linha. Em Montes Claros, a Lei Municipal nº 5.289, de 2020, proíbe a prática de empinar pipas, papagaios, raias ou artefatos semelhantes, permitindo seu uso apenas em locais adequados e respeitando distâncias seguras em relação à rede elétrica.

Marcelo Fagundes alertou que a linha de pipa pode se tornar um obstáculo invisível para quem transita, sendo os motoristas de motocicletas e bicicletas os mais afetados. "A velocidade com que a pessoa vem, somada à linha, faz um mecanismo cortante de lesão na superfície corporal. Muitas vezes, se atingir partes nobres do corpo, pode ser fatal, como ocorreu ontem", advertiu.

Nesta época do ano, os atendimentos relacionados a linhas de pipa costumam aumentar, e o Samu reforça a importância da atenção e segurança ao se utilizar esses brinquedos.